.flash.ar. | Era uma vez, por Julia Passos

Rodeadas por castelos suntuosos, bruxas, madrastas más, fadas madrinhas, príncipes encantados, e florestas perigosas, as princesas da Disney apresentam um ideal de beleza e comportamento próprios da nobreza aristocrática, que ainda prevalecem no imaginário popular no século XXI.

Baseadas nos contos de Perrault, dos irmãos Grimm, entre outros escritores seculares, suas histórias se tornaram mitos em animações pintadas como contos de fadas pelos estúdios Disney.

Influenciando a compreensão sobre o passado, é vendida a inocência e o medo do desconhecido, onde é reescrita histórias dos séculos XVIII e XIX ocultando sua perversidade original, mas ainda, estereotipando o arquétipo feminino, bela, recatada e do lar, à espera do homem ideal, não agindo para transformar o seu destino, já que esta tarefa cabe as fadas madrinhas e animais falantes que não existem.

Já pensou se as histórias fossem contadas fora das perspectivas ideais dominantes? Sem o medo do mal e desconhecido, como o medo de ir além do saber-poder tal qual Foucault já dizia? Há necessidade de inventar outros modos de existência a serem disseminados para além da Disney.